Um pouco de história
Praças Antonio Pompeu e Bento Quirino - bem aqui em frente nasceu Campinas.
“Havendo-se removido o mercadinho do antigo largo do Capim, o vereador Joaquim Monteiro de Carvalho e Silva propôs em 20/05/1886, que se desse a esse largo o nome de Antônio Pompeu..." está nos livros; Antônio Pompeu foi um ilustre cidadão que concorreu para a fundação do Colégio Culto à Ciência.
O abastado comerciante Bento Quirino nasceu e morreu em Campinas, e muito fez pela cidade. Entre os diversos cargos de destaque que ocupou, foi presidente da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. O seu monumento inaugurado em 18/04/1918, veio para a praça no centenário de seu nascimento, em 18/04/1937.
E porque Largo do Capim? Bom... diz a história que no início desta povoação este era o lugar procurado pelos tropeiros para alimentar os animais de carga e de montaria. O povoamento agrupou-se em torno do quadrilátero das atuais ruas Barão de Jaguara, Barreto Leme, Sacramento e Thomás Alves.
Outros nomes e outros fatos ficaram pra trás. Onde hoje se vê o mausoléu homenagem a Carlos Gomes, foi anteriormente ocupado por uma velha cadeia. Por isso o lugar era conhecido popularmente como Largo da Cadeia.
Na vizinhança próxima, muita história: “Por proposta... em 25/06/1889, o então chamado largo da Matriz Velha, passou a ser a Praça Bento Quirino".
“Rua Barão de Jaguara, Rua de Cima, depois Rua Direita, era em 1907 a principal artéria da cidade, e ali também foi erguido o primeiro arranha-céu de Campinas (Edifício Sant' Ana)."
“O prédio da Câmara situava-se com suas portas e janelas voltadas para a Igreja da Matriz Velha. Na sua sacada, foi lida para o povo, a proclamação da República."
E o nosso homenageado? Consta que a pedra fundamental do monumento erigido a Carlos Gomes, de autoria de Rodolfo Bernardelli, foi colocada em 18/09/1903, com a presença de Santos Dumont. Só em 09/06/1904 foram trazidos para o mausoléu os despojos do histórico compositor.
De lá pra cá...... mais de um século de história.
O que a gente conhece a gente é capaz de amar!
Saudades do Pirão e da Jaca
“Carlos Gomes voltava para doce refúgio. Em 5 de fevereiro de 1895, escrevia saudoso e ansioso, pedindo a amigos para preparar “um quitute levado do diabo”.
Queria “paçoca, pirão, cambuquira, (..) Quibebe, (..) Lambary do Tamaduatahy, canjica, mingao de araruta, iça, cará, mandioca, angu de fubá, garapa, rapadura, pé de moleque, batata doce”..
Depois frutas, “ingá, cana assada, jaboticaba (do mato serve), gaviroba, jambo, pitanga, uvalha (azeda mesmo serve), araçá, banana maça, jacá”...
No fim do banquete “basta a pinguinha do Mó, Paraty e mesmo a cachaça.(..). Depois disto só voltando pra casa torrado, na chuva! Mas seriamente! Não se esqueçam do melado e farinha de milho,ouviram?.(..) Está dito: ponham tudo na mesa sem faltar nada, pois lá vai o velho amigo Tonico, chamado Carlos Gomes”.